Venda online para supermercados, será o momento?

Um dos conceitos mais abordados atualmente no varejo é a questão da presença omnichannel. Os consumidores estão cada vez mais habituados a interagir com a marca não só através da experiência tradicional da loja física, e diversos setores já têm se adaptado para estarem mais próximos de seus clientes através de estratégias digitais, é o caso dos bancos e do varejo alimentício, por exemplo. Mas e os supermercados, será que é um momento adequado?

Em relação ao e-commerce, o Brasil vive um momento de impulsão do consumo de bens não duráveis, e caminha para o consumo de perecíveis. Esse momento, aponta uma oportunidade ao setor supermercadista, que fica ainda mais evidente com o aumento de 23% que a categoria de alimentos e bebidas sofreu em volume de pedidos online no ano de 2018.

Mas, para que um supermercado possa vender online hoje, o caminho mais tradicional seria demandar a criação de um aplicativo ou site do zero, processo  que além de ter um alto custo, é demorado. Teria ainda demanda adicional por integração com seus sistemas, e a necessidade de uma base de produtos com informações e imagens que fossem ideais para a prática da venda online. Nesse cenário, provavelmente o melhor caminho então seja buscar alguma solução especializada que possa resolver esses problemas.

Em relação ao faturamento total do setor supermercadista, as vendas online hoje ainda buscam se aproximar de 1% do faturamento do setor, todavia pesquisas projetam que até 2023, esse percentual pode alcançar até 18%. Soluções especializadas, como a Mercadapp por exemplo, que tem cases que atingiram 3% de seu faturamento total de loja dentro dos três primeiros meses de atuação, podem ajudar as lojas a explorarem esse potencial ainda mais rápido.

O case Amazon deixa claro a oportunidade do cenário digital para o varejo. De 2006 até 2016, o valor de mercado da empresa cresceu em quase dois mil porcento, enquanto o de seus principais concorrentes, alguns consideravelmente maiores, perderam valor de mercado em variações de -9% até -95%. Fica evidente que qualquer estratégia atual que desconsidere o e-commerce está perdendo uma grande oportunidade, e que, como fez a Amazon, quem priorizar essa estratégia e sair na frente, vai colher os melhores frutos.