Mudanças causadas pela pandemia do Covid-19.

O principal impacto é relacionado à saúde: milhares de infectados, hospitalizados e mortos. Nesse contexto, a rotina de indivíduos, famílias, comunidades e organizações públicas e privadas tiveram que mudar.  Mudou também o comportamento de compra e de consumo na sociedade.

A começar pela forma que compramos: o e-commerce nunca foi tão essencial. Afinal, todos querem receber suas compras em casa e evitar contato físico desnecessário com o mundo exterior. Além disso, novas restrições dos Estados tendem a limitar o acesso ao comércio. O Governo de São Paulo determinou o fechamento de shoppings na região metropolitana, até 30 de abril, por exemplo. É só o começo. A questão é que a transformação dos negócios para atender esse pico de demanda, que já seria difícil num contexto normal, não será equacionada num passe de mágica.

O consumo de conteúdo, que já vinha crescendo imensamente, ganha agora mais um elemento fortificante.

Netflix, YouTube, Fortnite , Instagram, Facebook, TikTok, Pinterest, etc –,ganham um espaço enorme no tempo de nossas vidas. O entretenimento presencial – cinema, teatro, shows – está literalmente suspenso por tempo indeterminado. E, naturalmente, mesmo depois de passada a crise, isso vai ter mudado a forma como lidamos com essas plataformas, mesmo aqueles mais resistentes à tecnologia.

Os consumidores estão também atentos às marcas que demonstram responsabilidade social nesse momento crítico. É nessa hora que o tão propagado propósito é colocado à prova. Não é um momento fácil para a grande maioria das empresas, mas é preciso ter empatia social e visão de longo prazo.

As incertezas relacionadas à disseminação do coronavírus (Covid-19) pelo mundo já estão afetando o comportamento dos consumidores, segundo pesquisa realizada pela Coresight Research.

De acordo com a pesquisa, os consumidores estão mais cautelosos ao fazer compras em lojas físicas com grande concentração de pessoas e estão se voltando ainda mais para o e-commerce como um meio para obter suprimentos básicos

Lá, pesquisa da consultoria com 10.000 varejistas identificou que:

 - 67% declaram que aumentarão investimentos em canais e aplicativos online para os consumidores

- 53% dizem que ajustarão o mix de produtos com a inclusão de mais itens de saúde e segurança

- 43% afirmam que trabalharão nas suas cadeias de abastecimento


Preste atenção nesses insights, pois eles indicam uma das tendências mais claras: a consolidação das compras online daqui para frente: 

 - Países que antes apresentavam baixa penetração do e-commerce de alimentos, bebidas, higiene e limpeza tendem a passar a comprar mais nesse canal

- Em locais onde o abastecimento da loja é limitado, as pessoas buscarão pelas sites de venda ao consumidor da indústria

- Gôndolas virtuais e maneiras digitais de experimentar os produtos tendem a se tornar mais comuns.

Tudo isso deve acontecer porque:

 - A restrição de visitas às lojas impulsionaram os compradores online, levando-os a experimentar vivências online e mais tecnológicas

- Ausência de pontos de contato tangíveis leva os consumidores a optar por replicar a realidade por meio da realidade virtual e aumentada

 

É importante lembrar que essas mudanças se desenham de maneira mais clara na Europa e na China. E que, embora a utilização de realidade virtual e aumentada ainda estejam longe da realidade brasileira, as últimas semanas mostram que a crise do Coronavírus pode levar o e-commerce de alimentos a um novo patamar no País.


Apesar da dificuldade de se especular sobre diversas possibilidades do cenário econômico durante os próximos meses, grandes empresas e consultorias já trazem dados e pesquisas sobre a importância do e-commerce em todos os setores daqui pra frente.